Congada em Tela: fotografias de Márcio Pannunzio

Trinta fotografias selecionadas entre mais de onze mil tiradas por Márcio Pannunzio da Congada de Ilhabela desde 2013. Impressas com tinta pigmentada de alta qualidade em canvas premium - substrato fine art de algodão e poliéster com gramatura de 440g/m² esticado sobre chassis de madeira medindo 80cm x 60cm com três centímetros de espessura, mais do que fotografias, parecem ser pinturas. Isso, por causa do seu cromatismo vibrante e do seu enquadramento criativo. Ambos, resultado do trabalho apurado no ato de fotografar com foco seletivo, através do uso de lentes prime e de lentes de fabricação caseira e por uma ainda mais minuciosa e paciente edição fotográfica, a cargo do próprio fotógrafo, valendo-se de diversos programas de tratamento de imagem. 

O conjunto dos trinta quadros será exposto na sala de exposições temporárias do Centro Cultural da Vila em Ilhabela, justamente durante a Semana da Cultura Caiçara, época da Congada de Ilhabela, que recebe então uma homenagem à altura da sua importância e beleza.

Abertura no dia 15 de maio com apresentação da Orquestra Jovem de Ilhabela

A Congada de Ilhabela é a manifestação mais forte e tradicional da cultura caiçara. Tanto que acontece justamente na Semana da Cultura Caiçara. Por causa da sua relevância foi fotografada à exaustão.

Todavia, a maior parte desse material é amadorístico e mesmo quando foi registrado com profissionalismo, falhou-se na apresentação das fotos. Congada em tela: fotografias de Márcio Pannunzio procura corrigir esse mal feito.

São trinta fotografias selecionadas entre mais de onze mil tiradas por Márcio Pannunzio da Congada de Ilhabela desde 2010. Impressas por moderno e bem conceituado laboratório de impressão fotográfica, com tinta pigmentada de alta qualidade em canvas premium - substrato fine art de algodão e poliéster com gramatura de 440g/m² esticado sobre chassis de madeira medindo 80cm x 60cm com três centímetros de espessura, mais do que fotografias, parecem ser pinturas. Isso, por causa do seu cromatismo vibrante e do seu enquadramento criativo. Ambos, resultado do trabalho apurado no ato de fotografar com foco seletivo, através do uso de lentes antigas clássicas e de lentes especiais criadas por Pannunzio e por uma ainda mais minuciosa e paciente edição fotográfica, a cargo do próprio fotógrafo, valendo-se de diversos programas de tratamento de imagem. 

Segundo Márcio Pannunzio, numa Ilhabela que enriquece e cresce em velocidade espantosa, caiçaras tornaram-se minoritários. A Congada encenada por eles e seus descendentes nos ancora pois a um passado que nos escapa veloz.

A fotografia então marca presença para paralisar o tempo e eternizar para o futuro a grandiosidade dessa manifestação numa individual que, de acordo com Pannunzio, é o meu registro pessoal desse evento. É minha retribuição a ele por ter me estimulado a crescer como fotógrafo. Apesar de modesta, lhe expressa minha grande admiração.

A exposição acontecerá na sala de exposições temporárias do Centro Cultural da Vila em Ilhabela, na Rua da Padroeira, 140, de 15 de maio a 2 de junho, das 9h às 18h, todos os dias da semana. Fotos, vídeos e textos sobre o evento poderão ser vistos no https://www.ilhabelaemfoco.com/congada-em-tela

 

Realizada com o apoio da Secretaria de Cultura de Ilhabela, da Fundação de Arte e Cultura de Ilhabela e da Prefeitura Municipal de Ilhabela.

Estou em débito com a Congada de Ilhabela. Tornei-me o fotógrafo que sou hoje, a fotografando. Ano após ano, desde 2010, fui aprimorando minha técnica e melhorando meu equipamento. Para tentar expressar pela minha fotografia aquilo que tanto fascinava o meu olhar na visão do que sempre foi para mim, um épico encenado em praça pública.

A saudosa Dona Dedé bem soube explicar esse espetáculo em seu antológico livro "a Congada de Ilhabela na Festa de São Benedito", que conservo com carinho, mas que não li até o final. Isso, devo confessar, porque realmente nunca me preocupei em entender completamente o que é a Congada.

Sei que é uma festa caiçara. Numa Ilhabela que enriquece e cresce em velocidade espantosa, caiçaras tornaram-se minoritários. A Congada encenada por eles e seus descendentes nos ancora pois a um passado que nos escapa veloz.

Ela tem uma feição operística na sua faceta mais popular: o embate entre os Congos na rua. É dança e é canto realizados por pessoas que não são atores nem músicos, mas exercem esses papéis com notável desenvoltura. E a batalha que travam tem final feliz. Nessa nossa triste época de desarranjos por todos os lados, com o primado da insanidade nos causando tanto mal, é um alívio assistir um desfecho onde os beligerantes entram em acordo, depõem suas armas e se abraçam feito irmãos.

O fato de venerarem um santo negro, pobre e com um ofício considerado sem brilho - o de cozinheiro, também me encantou.

E definitivamente me maravilhou a Ucharia, envolvendo tantos voluntários para alimentar uma enormidade de gente sem nada cobrar. Essa capacidade de doação ao outro, apesar dele poder ser diferente, que os congueiros e suas famílias têm, é matéria muito escassa hoje em dia e se nós pudéssemos exercitá-la corriqueiramente poderíamos, sem dúvida alguma, construir uma cidade melhor, um país melhor, o mundo inteiro melhor.

Essa é uma lição magistral que a Congada nos dá e essa exposição realizada graças à colaboração da Secretaria de Cultura de Ilhabela, da Fundação Arte e Cultura de Ilhabela e da Prefeitura Municipal de Ilhabela, é o meu registro pessoal desse evento. É minha retribuição a ele por ter me estimulado a crescer como fotógrafo. Apesar de modesta, lhe expressa minha grande admiração.

As fotografias expostas foram selecionadas entre mais de onze mil. Passaram por demorado, paciente e meticuloso trabalho de edição e foram impressas com tinta pigmentada em canvas premium - substrato fine art de algodão e poliéster com gramatura de 440 g/m2, para montagem em chassis de madeira, originando quadros de 80cm x 60cm. Tudo isso para buscar mostrar ao público a beleza extraordinária da Congada de Ilhabela com a qualidade fotográfica que ela merece.

Márcio Pannunzio

5 de maio de 2019

Márcio Pannunzio, que reside em Ilhabela desde 1989, é artista plástico, trabalhando com desenho, gravura, pintura e fotografia. Fez quarenta e uma individuais, cinco delas no exterior. Participou de certames internacionais de gravura e foi premiado doze vezes, entre elas, na XYLON 12 ( Suíça ), na Biennale Internationale d'Estampe Contemporaine de Trois-Rivières  ( Canadá ) e no 3º Concurso Internacional de Mini Grabado “Ciudad de Ourense” ( Espanha ).

No Brasil foi premiado em quarenta e sete ocasiões, entre elas, no 10° Salão Paulista de Arte Contemporânea, no 3º Salão Victor Meirelles e no 50º Salão Paranaense.

 

Foi bolsista da Fundação Vitae em 2002 e selecionado nos Programas de Ação Cultural do governo do estado de São Paulo – ProAcs Edital de 2008, 2010 e 2011 e ProAc ICMS 2013.

 

Fotografar Ilhabela, sua paisagem e pessoas, tornou-se parte da sua rotina e por causa da grande quantidade de material produzido, criou um site para divulgá-lo, o https://www.ilhabelaemfoco.com/

 

É colaborador exclusivo do banco de imagem iStock by Getty Images e fotógrafo parceiro da agência de fotojornalismo Foto Arena. Publica a coluna foto em foco no Nova Imprensa  

Conheça melhor o trabalho do artista visitando os seus sites:

 

https:// marciopan.com/

 

http://marciopan.art.br/

serviço:

 

exposição Congada em Tela: fotografias de Márcio Pannunzio

abertura no dia 15 de maio às 19h

de 15 de maio a 2 de junho

todos os dias, das 9h às 18h

 

Centro Cultural da Vila

Rua da Padroeira, 140, Centro, Ilhabela, SP

tel. 12 3896 6069

 

https://www.ilhabelaemfoco.com/congada-em-tela

 

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